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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Cidades de Sonho II

 

A outra cidade de que quero falar é: ROMA

Roma é o oposto de Nova Iorque.

Prima pela antiguidade, pelos monumentos romanos de todo o tipo, desde as termas, ao Coliseu, aos inúmeros teatros...

 

Fui a Roma quando tinha 13 anos. E lembro-me como se fosse hoje.

Uma das imagens que mais me ficou gravada na memória foi quando ia a passear numa rua, onde estáva a suceder um campeonato de futebol de escolas. Miúdos a jogar futebol em pequenos campos desenhados no chão. Mas ao olhar para a direita e para a esquerda a única coisa que se via eram ruínas romanas, escavações e cada vez mais ruínas.

Esta imagem, que provavelmente nunca vou esquecer, mostra o confronto de duas épocas totalmente diferentes no mesmo local: a actualidade com os miúdos a jogar futebol e a antiguidade, sempre presente nesta cidade, marcada pelas ruínas.

 

Não vou mencionar todos os monumentos que visitei pois a lista nunca mais acabaria.

Estive uma semana nesta cidade maravilhosa e não vi tudo o que queria.

Uma semana em Roma é pouco.

Pouco para apreciar todos os monumentos, pouco para comer todos os tipos de pizza e de pasta que estão ao nosso dispôr.

 

Voltar é indispensável. É mesmo obrigatório.

sinto-me:
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Amizade - o que é?

 

Existem os amigos de sempre e os amigos de ocasião.

Há muitas definições de amizade. Mas cada um sabe da sua e eu sei da minha.

E por isso vou tentar transmitir aqui o que para mim é a amizade.

Para tal vou transcrever algumas coisas que escrevi e que me foram escritas, de mim para aquele amigo de sempre, que o é desde os 3 anos e dele para mim.

 

Eu:

"Porque há palavras que nunca se esquecem. Porque há momentos que se relembram. Porque tens sempre a palavra certa no momento certo. Porque me seguras quando vou cair. Porque estás lá desde que me lembro. Porque és um chato às vezes. Porque te stressas sem razão (tal como eu). Porque raramente te chateias comigo. Porque quando o fazes nem umas horas depois me pedes desculpa. Porque és tu. Porque sou eu. Porque somos "os" amigos. Porque isto já está a ficar muito lamechas para a minha pessoa." (Maio 2007)

 

Dele:

"(...) Parece tanto tempo mas ao mesmo tempo tão pouco tendo em conta tudo o que vivemos juntos, todas as alegrias, todas as parvoeiras, todas as bubas e também todas as incertezas, dúvidas e momentos menos bons... Paro para pensar e apercebo-me que estivémos sempre juntos nos momentos mais marcantes da minha vida, são muitos anos de amizade sincera que o tempo e a distância não apagam." (Novembro 2007)

 

"O verdadeiro amigo é aquele que diz amo-te sem medo de má interpretação."

 

A amizade é isto.

sinto-me:
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Domingo, 25 de Novembro de 2007

Cidades de Sonho

 

Cidades de Sonho, para mim, são duas até agora.

Duas que visitei, uma por duas vezes, outra apenas uma.

Cidades que me ficaram na memória pela grandeza, pela beleza e encanto que têm. Mas cada uma por razões diferentes. Uma pela modernidade, outra pela antiguidade.

Hoje vou falar apenas de uma: NEW YORK!

 

Nova Iorque é simplesmente Nova Iorque. Por mais que se veja nos filmes, documentários, livros... Só percebemos a sua dimensão quando lá chegamos.

É a cidade que nunca dorme. Times Square à meia-noite é praticamente tão movimentada como às 4h da tarde do mesmo dia.

Por mais tempo que se esteja lá, o ritmo não entra. Parece que o tempo passa mais depressa do que conseguimos acompanhar.

 

Ao contrário do que se possa pensar, Nova Iorque não é, nem de perto nem de longe, a Estátua da Liberdade. Aliás, este símbolo é das coisas menos impressionantes de toda a cidade. Ellis Island, por exemplo, à qual eu chamo "a Ilha da Imigração", é de longe mais impressionante.

O Empire State é só mais um prédio. O que fascina é a dimensão das coisas, dos prédios, dos anúncios...

E o à vontade das pessoas que lá trabalham. As mulheres que vão de fatos completos, do género executivas, com uns ténis Nike calçados, e os sapatos de salto alto na mão. Estas mesmas mulheres chegam à entrada do prédio em que trabalham e trocam os ténis pelos saltos.

 

É um ritmo alucinante. Uma experiência incrível.

Foi neste Verão a segunda vez que lá estive, e voltei, mais uma vez, impressionada.

E faço intenções de lá voltar.

sinto-me:
publicado por coisasquetais às 21:34
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Porque...

 

Porque há coisas que não se explicam.

Porque há sentimentos que não se perdem.

Porque há coisas que só tu percebes.

Porque certas coisas só tu aturas.

Porque me fazes rir.

Porque me fazes feliz.

 

Porque és tu.

Porque sou eu.

Porque somos nós.

 

E mais não digo.

sinto-me:
publicado por coisasquetais às 21:28
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

A Medicina e a sua história

 

Quem segue o blog já percebeu que frequento o curso de Medicina. E que sou também uma adepta de tudo o que são assuntos históricos, e por isso, resolvi relatar um pouco da história desta ciência que praticarei daqui a 4 anos.

 

Em termos gerais, pode definir-se Medicina como uma área do conhecimento ligada à restauração e manutenção da saúde, é a ciência prática da prevenção e cura das doenças.

 

Símbolo da Medicina

 

O símbolo da Medicina é o ceptro de Asclépio, nome grego para Esculápio, deus da Medicina e da cura entre Gregos e Romanos. Asclepius em grego significa cortar, curiosamente...

Este deus curava os doente e ressuscitava os mortos, daí que os médicos fossem chamados discípulos de Esculápio. Este era representado com o braço esquerdo apoiado num cajado ou galo - símbolo da vigilância - em volta do qual há uma serpente - símbolo da prudência. Este ceptro é o símbolo da Medicina.

 

Algumas partes da História da Medicina

 

Todas as sociedades humanas têm crenças que fornecem explicações e respostas para o nascimento, doença, morte. Durante muito tempo e em todo o Mundo, a doença foi atribuída a actos de bruxaria, intervenção do diabo, vontade dos deuses... Ideias que em certas sociedade podem ter ainda algum poder, nomeadamente através da cura pela fé nos santuários, por exemplo. Contudo, a Medicina científica e os seus desenvolvimentos nos séculos XIX e XX, alteraram muitas destas práticas.

 

Hipócrates viveu em 300 A.C. e é considerado o pai da Medicina. Utilizava explicações sobrenaturais para as doenças, mas, apesar da limitação do conhecimento médico e científico da época, foi ele o percursor do chamado "pensamento científico" ao procurar detalhes nas doenças dos seus pacientes e tentando chegar a um diagnóstico.

 

No primeiro século da era cristã, Claúdio Galeno, médico grego, deu contribuições importantes para o desenvolvimento da Medicina baseadas em dissecações de animais.

 

Na Idade Média, algumas ordens religiosas assumiram o controle da "arte de curar" através dos chamados "preparados", feitos essencialmente à base de plantas a que eram atribuídas propriedades curativas. Deixavam para os barbeiros, que já sabiam mexer com a navalha, a drenagem de abcessos e a remoção de "pequenas imperfeições" no pénis. A formação de secreções purulentas era considerada normal e saudável.

 

Em 1865, Louis Pasteur, após várias experiências provou que certos tipos de infecções eram provocadas por agentes animados, e partindo deste conceito desenvolveu a pasteurização (processo de conservação de alimentos).

 

Também no mesmo ano, Lister aplicou pela primeira vez uma solução anti-séptica num paciente com fracturas complexas, com efeito profilático na infecção.

 

Em 1928, Alexander Fleming descobriu a penicilina ao observar que colónias de bactérias não cresciam próximo de um fungo que tinha contaminado algumas placas de Petri com cultura. Surge a era dos antibióticos - permitindo aos médicos curar infecções que até então eram consideradas mortais.

 

"A evolução deste então não parou. A eterna luta do Homem contra a morte entrou numa nova etapa, cada vez mais moderna e cada vez mais cara."

sinto-me:
publicado por coisasquetais às 20:56
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"Põe quanto és no mínimo que fazes..."

 

Fernando Pessoa mais uma vez.

Nunca fui muito fã de poesia, a prosa tem mais a ver comigo. Mas a poesia de Pessoa ultrapassa qualquer outra.

Pessoa escreve sobre tudo e sobre nada. Sobre o Mundo e sobre o eu. E conseguiu aquilo que muitos de nós desejam: ficar para a História de alguma maneira. Fernando Pessoa é simplesmente o marco da poesia portuguesa.

Por isso, deixo aqui mais um poema.

 

"Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive."

 

Ricardo Reis

 

Este poema exalta o eu de qualquer um. Principalmente o meu.

sinto-me:
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Caeiro e eu

 

Alberto Caeiro, poeta e Pessoa, para quem percebe o trocadilho.

Identifico-me bastante com a sua poesia, e por isso, deixo aqui um poema que muito me diz.

 

"Se quiserem que eu tenha um misticismo, está bem, tenho-o. 

Sou místico, mas só com o corpo. 

A minha alma é simples e não pensa.

 

O meu misticismo é não querer saber. 

É viver e não pensar nisso.

 

Não sei o que é a Natureza: canto-a. 

Vivo no cimo dum outeiro 

Numa casa caiada e sozinha, 

E essa é a minha definição."

 

in "O Guardador de Rebanhos"

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Opiniões políticas

Vou transcrever aqui algumas partes de um artigo de opinião com as quais muito me identifiquei.

 

"(...) Quando o mais afável, paciente, moderado e democrata Rei de Espanha lançou o "por qué no te callas?" é impossível não ter sentido uma considerável admiração. (...) Por ele, na estrita medida em que 'desconstruiu', em cinco palavritas, a imperturbável carreira de Chávez: (...) Junto dos outros Presidentes, Chávez fala como 'revolucionário'. Perto do povo - e das suas milícias - comporta-se como 'poderoso'.

 

(...)

 

A forma como uma certa esquerda - na Europa e sobretudo cá - lida com os seus ícones sul-americanos é desajeitada, para não dizer desastrosa. Para alguns marxistas tristes, a América do Sul é uma espécie de ilha de utopia.

 

(...)

 

(...) Mais espantoso é o mito Guevara. Che transformou-se num produto globalizado, diria mesmo dolcegabbanizado, e é uma espécie de 'santo laico' do século XX. Só há um óbice: no curto período em que mandou, Che revelou-se um leninista sem concessões, com lições tchekistas bem aprendidas. (...)

 

Por que é que uma certa esquerda é condescendente com um regime - o chavista - que prende opositores, fecha televisões, obriga os militares a jurar pelo socialismo, fornece kits marxistas a qualquer criança que vá à escola e apaga, passo a passo, os últimos vestígios do Estado de Direito?

O móbil destas cumplicidades é o anti-americanismo. Assim como há, no Ocidente, intelectuais de esquerda que 'justificam' os talibãs - e o terrorismo - porque preferem qualquer inimigo da América à América, também há quem 'explique' Chávez pelo simples facto de Chávez ser 'contra o império'.

A infantilização da questão imperial não é nova. (...) O império é o eterno inimigo: sejam os castelhanos sejam os ianques, no século XVI ou XXI, tanto dá. É propaganda da mais barata que há. (...)"

 

Paulo Portas in Revista Tabu nº 62, 17 de Novembro de 2007

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A história de pintar as unhas

 

Pintar as unhas é uma prática banal hoje em dia.

Incluo-me no grupo de pessoas que o faz. Sem recorrer a manicure, experimento a arte em mim quando pinto as unhas. Podia era ficar um pouco melhor. Mas as "artes" nunca foram o meu forte.

 

Mas vamos lá a um pouco mais de história.

A prática de pintar as unhas remonta a 3000 A.C. com os Japoneses e Italianos (nesta altura não existiam italianos, quanto mais Itália, é para simplificar, a explicação fica para outro dia). Era utilizados vários materiais para fazer aquilo a que hoje chamamos verniz, entre eles: pétalas de várias flores, ovos... Os Egipcios usavam a planta Henna para dar uma cor acastanhada às unhas, mas também aos dedos e mãos. Foram assim que surgiram as tatuagens Henna.

 

Em tempos remotos, a cor das unhas era um indicador da posição social. Mulheres e homens eram separados pelas cores que ostentavam nas suas unhas. Diferentes tribos pintavam as unhas de cores diferentes.

 

Estranho como uma prática que anteriormente tinha relevância social, neste momento se tornou um acto banal, que quem quer faz. Basta fazê-lo em casa ou numa manicure. É a evolução social que faz este tipo de coisas.

 

Mas alegrem-se meninas... Já Cleópatra pintava as unhas de vermelho. ;)

sinto-me:
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Tatuagens

 

"Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

 

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar


Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

 

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão"

 

Mafalda Veiga

 

Mais uma música.

Tatuagens são pinturas definitivas que ficam marcadas no nosso corpo. Tal como algumas memórias.

Memórias que ficam gravadas em nós, sejam elas boas ou más.

As boas fazem-nos sorrir, as más ensinaram de certo algo que vamos aplicar na nossa vida futura. Quanto mais não seja para não voltarmos a cometer os mesmos erros.

 

Se gostava de fazer uma tatuagem? Sim, gostava. Mas o receio de a fazer é grande. É uma coisa que vai fazer parte de mim, que vai ter significado para toda a vida. Será como uma memória eterna gravada, pintada em mim. E tudo o que é eterno mete sempre algum respeito.

sinto-me:
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