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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

"As cousas são o único sentido oculto das cousas..."

 

Mais uma vez eu, mais uma vez Caeiro. Mais um poema.

As minhas "escapatórias mentais" vão muitas vezes parar a estes poemas.

Porquê? Não sei. Talvez porque são simples, mas de simples não têm nada. Talvez porque com estes poemas "vejo quanto da Terra se pode ver do Universo" (Alberto Caeiro).

 

"O mistério das cousas, onde está ele?

Onde está ele que não aparece

Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?

Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?

E eu, que não sou mais do que eles, que sei eu disso?

Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,

Rio como um regato que soa fresco numa pedra.

 

Porque o único sentido oculto das cousas

É elas não terem sentido oculto nenhum,

É mais estranho do que todas as estranhezas

E do que os sonhos de todos os poetas

E os pensamentos de todos os filósofos,

Que as cousas sejam o que realmente parecem ser

E não haja nada que compreender.

 

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:

As cousas não têm significação: têm existência.

As cousas são o único sentido oculto das cousas."

 

Alberto Caeiro in O Guardador de Rebanhos

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publicado por coisasquetais às 01:15
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

"Põe quanto és no mínimo que fazes..."

 

Fernando Pessoa mais uma vez.

Nunca fui muito fã de poesia, a prosa tem mais a ver comigo. Mas a poesia de Pessoa ultrapassa qualquer outra.

Pessoa escreve sobre tudo e sobre nada. Sobre o Mundo e sobre o eu. E conseguiu aquilo que muitos de nós desejam: ficar para a História de alguma maneira. Fernando Pessoa é simplesmente o marco da poesia portuguesa.

Por isso, deixo aqui mais um poema.

 

"Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive."

 

Ricardo Reis

 

Este poema exalta o eu de qualquer um. Principalmente o meu.

sinto-me:
publicado por coisasquetais às 19:06
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